Atentados em Chapecó: As provas do crime

08/02/2013 19:07

 

Chapecó – As provas são variadas: queimaduras nas mãos, braços e rosto, tênis chamuscado e barra de ferro de ônibus queimada. Além destas evidências, a Polícia também encontrou em uma residência de Chapecó um bilhete com oito horários escritos com caneta. Pela pesquisa feita pelo Diário do Iguaçu, os oito são horários de coletivos que fazem a linha atacada na madrugada de terça-feira (5).

Com estas provas em mãos, a Polícia Civil de Chapecó, através da 3ª Delegacia, inidiciou o homem de 29 anos por incêndio qualificado. Ele é o primeiro a ser formalmente acusado de cometer algum ataque na cidade. “Ele é suspeito de dois ataques: ao microônibus no Jardim América e ao ônibus do transporte coletivo, no bairro Universitário. “Até agora, o indiciamos pelo primeiro fato e continuamos investigando e analisando o segundo”, explica o delegado da 3ª DP, Márcio Marcelino.

Prisão

O acusado foi preso ainda na terça-feira à noite pela Polícia Militar, mas sua prisão foi divulgada somente nesta quinta-feira (7) para que não atrapalhasse a investigação. Segundo a PM, Monteiro foi encontrado em sua residência, na rua Tancredo Neves, bairro Universitário, e apresentava ferimentos por queimadura nos braços e rosto.

O homem foi encaminhado à Penitenciária Agrícola de Chapecó já que estava foragido do local desde o final de 2012. Na ocasião, ele recebeu benefício de saída temporária e não retornou.

Posteriormente, os policiais civis da 3ª DP retornaram a residência e apreenderam os demais materiais citados pela matéria.

As provas do crime

As queimaduras e o tênis branco são duas das principais provas utilizadas pela Polícia Civil de Chapecó para acreditar que o homem cometeu o ataque a um microônibus, na madrugada de domingo (3).

A partir das provas, ele foi indiciado por incêndio qualificado. De acordo com o Código Penal, o crime pode render de 3 a 6 anos de reclusão. No caso dele, a pena pode ser aumentada em um terço, porque o incêndio foi cometido contra veículo de transporte coletivo (artigo 250 do Código Penal).

Microônibus: Queimaduras

O acusado está com queimaduras nas mãos, braços e em alguns pontos do rosto. Marcas são recentes e também fazem parte das provas porque uma câmera de monitoramento que flagrou incêndio no microônibus mostra que o fogo atingiu um dos envolvidos.

Microônibus: Tênis branco

O calçado foi apreendido na residência do acusado e também é utilizada como prova, já que um cadarço está queimado. Além disso, o tênis que aparece no vídeo do ataque ao microônibus também é branco.

Transporte coletivo urbano

Ele também é o principal suspeito de incendiar o ônibus do transporte coletivo da Auto Viação Chapecó, na madrugada de terça-feira (5), no bairro Universitário. A Polícia Civil, no entanto, analisa as provas para decidir se ele será indiciado também por este incêndio.

Transporte coletivo urbano: Bilhete com horários

Folha de caderno com oito horários anotados a caneta foi encontrada pela Polícia Militar durante abordagem do suspeito. Suspeita é que horários sejam de ônibus que passam pelo bairro Universitário entre à 0h e às 6h da manhã.

Transporte coletivo urbano: Atentado horário lotação

Ao verificar os horários do transporte coletivo da Auto Viação Chapecó, que fazem a linha Quedas do Palmital, o Diário do Iguaçu descobriu que os horários dos ônibus são os mesmos anotados no bilhete encontrado com o suspeito (compare as fotos).

Os horários foram analisados no site da empresa e são referentes aos dias da semana (segunda-sexta). Em especificamente quatro dos oito horários (0h25, 3h05, 4h15 e 5h), o coletivo passa exatamente na esquina das ruas Tancredo Neves e Tapajós, no bairro Universitário. Foi neste ponto que o coletivo incendiado foi abordado às 5h, na última terça-feira. Além disso, o suspeito reside na rua Tancredo Neves, segundo a polícia.

Transporte coletivo urbano: Barra de ferro de ônibus

Apreendida na residência do acusado, a barra de ferro está toda queimada. A principal hipótese é que ela pertença ao ônibus do transporte coletivo e foi guardada pelo suspeito como uma prova que foi ele quem cometeu o ataque. De acordo com as informações, a prova seria entregue para o Primeiro Grupo Catarinense (PGC).

 

Fonte: redecomsc

 

 


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