Polícia Civil recupera parte de bens de crime milionário em Coronel Vivida

10/03/2013 08:28

 

O crime ocorrido na cidade de Coronel Vivida começou a ser investigado pela Polícia Civil de Pato Branco e Coronel Vivida há cerca de quinze dias, quando tomaram conhecimento através dos sócios da empresa San Rafael Sementes e Cereais Ltda, que detectaram um desfalque no caixa da empresa de um valor aproximado de R$7.000.000,00 (sete milhões de reais). 

 

 



Por falha do sistema de informática da contabilidade não perceberam antes, vez que os desvios vinham ocorrendo há cerca de cinco anos.

Diante de tal informação realizou-se no setor de contabilidade da empresa uma auditoria preliminar verificando-se que vários saques foram feitos por meio de cheques da própria empresa com assinaturas falsificadas de um dos sócios.

Das inúmeras investigações encetadas apurou-se que o funcionário da empresa Daisson Melibio Piscinini, auxiliar administrativo, levava uma vida nababesca, sendo possuidor de vários carros de luxo, realizava corriqueiramente viagens nacionais e internacionais, se hospedando sempre em hotéis de luxo e em algumas destas levava convidados às suas expensas.

Também se apurou que o investigado estava construindo uma mansão, avaliada em R$1.5000.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais), localizada no mesmo bairro que reside um dos sócios da empresa vítima, além de possuir outros imóveis e bens incompatíveis com o seu salário de aproximadamente R$1.000,00 (um mil reais).

Diante destas evidências a Policia Civil solicitou diversas medidas cautelares, entre elas, quebra de sigilo bancário e fiscal; sequestro e arresto de bens móveis e imóveis, equipamentos de informática; bloqueio de contas bancárias, não apenas do investigado como de familiares e terceiros, que eram utilizados pelo mesmo, como forma de ocultar os milhões de reais subtraídos da empresa que laborava.

Todos os pedidos formulados pela Polícia Civil tiveram parecer favorável do Ministério Público e pronto deferimento do Poder Judiciário.

Nesta data os Delegados Ivonei Oscar da Silva e Rômulo Contin Ventrella deflagraram a operação, logo após o Poder Judiciário bloquear as contas bancárias junto ao BACEN, sendo cumpridos vários mandados de busca e apreensão em residências e empresas, e das ações que continuam em andamento por parte da Polícia Civil já foram apreendidos oito veículos de elevado valor econômico, diversos equipamentos eletrônicos, documentos e arrestos (bloqueio) de vários bens imóveis, sendo que em uma das contas foi identificado e bloqueado pelo Poder Judiciário a quantia de R$1.400.000, 00 (um milhão e quatrocentos mil reais).

A Policia Civil por uma questão de técnica de investigação optou em requerer estas medidas cautelares e solicitou que a empresa vítima permanecesse com o funcionário no decorrer das investigações até a data da deflagração da operação, evitando-se desta forma que o investigado dilapidasse ou transferisse o patrimônio amealhado com o produto do crime, o que dificultaria a recuperação parcial destes e poderia inclusive possibilitar sua fuga internacional.

O Delegado Ivonei, que preside o inquérito policial instaurado, informou que foi deferido pelo Poder Judiciário inúmeras medidas cautelares, dentre elas a apreensão do passaporte do investigado Daisson e a proibição de se ausentar da cidade até posterior decisão judicial.

No entanto, segundo informações, nada impede que a Policia Civil solicite outros pedidos de busca e apreensão, arresto e seqüestro de bens (bloqueio) que por ventura estejam em nome de familiares do investigado ou  de “laranjas”, não se descartando o envolvimento de outras pessoas no crime e poderá inclusive requerer a prisão preventiva do envolvido, caso presente os requisitos legais exigidos. 

 

 

 

 



Fonte: 5ª Subdivisão Policial de Pato Branco | Foto: 5ª Subdivisão Policial


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