Total de mortos por temporais na Argentina chega a 56

04/04/2013 23:11

 

São 48 vítimas em La Plata, 6 em Buenos Aires e duas na região metropolitana.

 

 



 

Os temporais que castigaram a província de Buenos Aires desde a noite de segunda-feira deixam até o momento um saldo de 56 mortos.

Só em La Plata foram 48 vítimas fatais, enquanto outras seis pessoas morreram na Capital Federal e duas na região metropolitana. A presidente Cristina Kirchner decretou luto oficial pelas vítimas.

Até o momento, das 48 pessoas que morreram em La Plata na última madrugada, 24 foram identificadas: 23 delas tinham mais de 50 anos. O ministro de Segurança da província de Buenos Aires, Ricardo Casal, disse esta noite que os corpos identificados foram reconhecidos por seus familiares, em uma operação coordenada junto com o Ministério do Interior da Argentina.

Casal disse que espera que nas próximas horas sejam concluídos os trabalhos de identificação do restante dos corpos. A maior parte dos mortos, segundo ele, viviam na zona oeste e norte de La Plata, as mais afetadas pelo temporal.

As fortes chuvas em La Plata aconteceram logo após as que afetaram na última terça-feira a capital argentina, onde seis pessoas perderam a vida.O governo colocou o Exército à disposição para colaborar na assistência aos desabrigados nas áreas inundadas. Além disso, cerca de 400 policiais trabalham na região de La Plata para garantir a segurança dos moradores.

O governador da província, Daniel Scioli, anunciou que o banco da província abriu uma linha de crédito para ajudar as famílias que perderam bens materiais por causa da chuva. “Compreendo a preocupação das famílias e vamos ajudar com a reposição de todos os bens que foram perdidos nesse desastre natural”, disse.

Scioli também agradeceu a presença da presidente, que percorreu os bairros afetados na tarde de hoje. Cristina Kirchner percorreu as ruas do bairro de Tolosa, um dos mais afetados e onde a mãe dela mora até hoje. A casa de Ofelia Wilhem não chegou a ser inundada, mas segundo a própria presidente, “a água chegou na porta”.

“Eu fui moradora desse lugar. Tenho 60 anos e morei nesse bairro desde os meus 7 anos. A minha mãe mora na mesma casa desde então, e está sem luz e sem gás como os demais moradores porque a água chegou na porta da casa dela”, disse Cristina. A presidente afirmou que, como há previsão de mais chuva, sua família deixou o local.

 



Fonte: Terra.com | Foto: Enrique Marcarian / Reuters

 
 

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